quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Além da Imaginação (Os projetos ousados e/ou incomuns na Fórmula Indy)

Eu adorava uma série de TV famosa no Brasil nos anos 80, chamada Além da Imaginação (The Twlight Zone).Cada episódio era composto de três estórias, com enredos criativos, que realmente desafiavam a imaginação.

Na Indy, ao longo dos anos, tivemos alguns exemplos de como a imaginação e ousadia caminham juntas (mas não necessariamente de forma veloz...). Vamos ver alguns deles:

Quarenta anos antes do Tyrrell P34, o Pat Clancy Special, de seis rodas

O primeiro monoposto de competição com seis rodas foi criado em 1948, especialmente para as 500 Milhas de Indianapolis. Seu conceito, de dois eixos traseiros e um dianteiro, foi baseado nos veículos pesados (caminhões/ônibus), no qual o torque é melhor distribuído e aplicado sobre quatro rodas motrizes.
O grande problema deste projeto era a instabilidade nas curvas e a pouca eficiência dos freios. 

Em 1976, a equipe de F1 Tyrrell lançou um modelo, o P34, com relativo sucesso (venceu o GP da Suécia). O carro contava com quatro pequenas rodas dianteiras, fabricadas sob encomenda pela Goodyear . Outras equipes na época testaram protótipos com quatro rodas traseiras, como os Williams FW07E / FW08D e o March 2-4-0. A Copersucar de Emerson Fittipaldi também chegou a desenvolver um projeto, sem colocá-lo nas pistas. A FIA proibiu o conceito de 6 rodas na F1 em 1978.

Apenas para os corajosos: o Hurst Floor Shift Special (Um side car na Indy 500)

Um dos mais estranhos carros de corrida de todos os tempos tentou se classificar para a Indy 500 de 1964, mas colidiu nos muros no último dia de classificação. Um projeto único, concebido por Smokey Yunick, inspirado nas motocicletas side car da Segunda Guerra Mundial. Apesar da aparente fragilidade do modelo, no acidente nas tomadas de tempo, o piloto não se machucou com gravidade.

É um pássaro ? Um avião ? Não, é o EAF DW2...

Outro projeto ousado que também não conseguiu alinhar para a largada na Indy 500 (de 1982), o EAF DW2 tinha nome e aparência de jato (desenvolvido pela Eagle Aircraft, especializada em aviões pulverizadores), mas seu voo foi curto, obtendo apenas o 47o. tempo entre outros 82 competidores.
A aerodinâmica equivocada do projeto simplesmente impedia a entrada de ar frontal ao propulsor nem favorecia o downforce nas curvas. Deve estar guardado em algum hangar no Idaho...

Lear Vapordyne, o carro a vapor

Este sequer chegou a participar de uma prova, mas seu criador, Billy Lear, soube capitalizar a importância da mídia ao anunciar seu projeto de inimagináveis 1000 HP (que ficaram apenas na promessa), ter como piloto  Jackie Stewart (não pode aceitar o convite por pressões da Ford) e, como se não bastasse, um carro  com motor a vapor para a Indy 500 de 1970. O bólido teria tração 4x4, com imenso torque e uma bela aerodinâmica, mas o conceito apresentou problemas incorrigíveis de arrefecimento e vedação do propulsor.

O último dos roadsters

O último monoposto de motor dianteiro a competir numa prova oficial (Pocono 500 de 1971) foi o Hurtubise's Mallard. Contrariando a tendência dos motores traseiros, surgida no início da década de 60, este carro foi a última tentativa de manter o conceito dos roadsters típicos dos anos 50 ainda competitivos.

O "V" que não era da Vitória

O que seriam aqueles dois aerofólios inclinados nas laterais do Parnelli-Offenhauser VPJ-1 ? 
Este estranho modelo de 1972, da equipe criada pelo lendário Parnelli Jones disputou algumas provas do campeonato da USAC com estes complementos aerodinâmicos, que não foram utilizados no carro que disputou as 500 Milhas daquele ano, guiado por Mario Andretti.

O geométrico Eagle 81

Linhas retas e formas triangulares dominam as formas deste carro que chamou a atenção do público nas 500 Milhas de 1981. Apesar do jeitão de "carro de autorama japonês", o projeto apresenta soluções  aerodinâmicas  muito similares aos do Brabham BT-52 de F1, do mesmo ano.

Interscope-Cosworth 03,  o Batmóvel de Danny Ongais

Há quem o chame de feio, e outros tantos que o achem bonito. É, sem dúvidas, um carro diferente.
Na edição das 500 Milhas de 1981, Danny Ongais quase perdeu a vida colidindo violentamente seu carro contra o muro, logo após retornar de um pitstop. Apesar da gravidade do acidente,  recuperou-se e disputou no ano seguinte a Indy 500 com um modelo semelhante, obtendo desta vez o nono lugar.

Por óbvias questões de regulamento da categoria (padronização de equipamentos, e sobretudo, segurança),  a Fórmula Indy de hoje não permite tais criações revolucionárias... 
Mas estes modelos do passado ilustram bem a capacidade imaginativa de alguns ousados projetistas.

domingo, 3 de outubro de 2010

A História da 'Fórmula Indy' - Quinta Parte

De volta para o futuro - A Era Indy Racing League (2008 até os dias atuais)
Visando conter seus custos através da padronização de equipamentos, a IRL utiliza um conjunto básico: Propulsores Honda, chassis Dallara e pneus Firestone. O etanol é brasileiro...
Uma consequência muito produtiva desta padronização é evidenciar o talento dos pilotos e sobressair a preparação dos carros pelas equipes. A categoria está atraindo as lentes da mídia como nos áureos anos ´90, capitalizando para sí a decepção causada por alguns descaminhos seguidos pela F1 nos últimos anos (jogo de equipe desfavorecendo pilotos brasileiros, batidas premeditadas, etc, sob as vistas grossas da FIA).

Os destaques destas temporadas iniciais da IRL unificada são  Dario Franchitti, Scott Dixon, Will Power. Os brasileiros Tony Kanaan (campeão em 2004) e Helio Castroneves (vencedor de três edições da Indy 500) são um show a parte: queridos pelo público (de todas as nacionalidades), rápidos e aguerridos.
Um fator importante para a categoria ficar cada vez mais em evidência no Brasil é a garantia por parte da IRL em manter a etapa nacional, a São Paulo Indy 300 no calendário até 2019. Disputada na capital paulista na região do Anhembi, inclui trecho no Sambódromo e a maior reta da Fórmula Indy, de 1,5 Km.

A partir de 2012, sob uma nova regulamentação e a introdução de novos chassis e equipamentos, a Indycar Series estará acompanhando as inovações tecnológicas e garantindo maior segurança aos pilotos.
Mesmo em velocidades próximas dos 400 Km/h - a mesma dos aviões prestes a alçar vôo.
Decola, Fórmula Indy !

TK e Castroneves, fazendo história na Indy
Danica, Simona, Ana Beatriz. Meninas voadoras.
Dario Franchitti, escocês de sangue italiano...
Projeto Dallara para a Indy 2012

A História da 'Fórmula Indy' - Quarta Parte

A Fênix dividida - A Era Indy Racing League X CART/Champ Car (1996-2008)
A IRL nasceu do idealismo de Tony George em 'resgatar a tradição do automobilismo americano', ou seja, padronização de equipamentos, redução de custos, preocupação com a segurança dos pilotos e, principalmente, focar as competições em circuitos exclusivamente ovais, nos moldes da NASCAR, onde obviamente a importância da Indy 500 teria seu merecido e incontestável destaque. Num outro enfoque, bem mais materialista, a razão fundamental para a cisão de Tony George com a CART dizia respeito ao reduzido retorno financeiro que a Indy 500 estaria recebendo da categoria, conforme os donos de equipe da época. Ele passou a critivar sistematicamente a CART, quaisquer fossem os motivos.
A criação da IRL não determinou o fim da CART em 1996, mas provocou o surgimento de um panorama indesejável ao automobilismo americano, principalmente no interesse do público e investimentos de publicidade em ambas categorias. Alheia à esta briga 'doméstica', a F1 se restabelece no foco do público mundial, em função de sua histórica isenção de 'turbulências administrativas' (sob as rédeas firmes da FIA e da FISA) e do 'advento Schumacher', após a traumática morte de Ayrton Senna.

Muitos se perguntam o que teria ocorrido se Senna tivesse aceitado o convite de Fittipaldi para competir na CART (Ayrton chegou a testar a Penske de Rick Mears no Arizona, a pedido de Emmo). Senna estava desmotivado e magoado com a F1, ao ser barrado na Willians por Alain Prost e gostou do teste com a Penske, em 1992.
Tenho comigo a certeza que Ayrton teria marcado seu nome na Indy. Mas Deus não quiz assim.
Vamos respirar fundo e voltar ao assunto...

O campeonato promovido pela IRL (de apenas 3 provas) e a própria Indy 500 em 1996 foi disputado por equipes pequenas, com equipamentos tecnologicamente ultrapassados e pilotos iniciantes. A fim de resguardar suas equipes inscritas, Tony George elaborou uma regra, denominada 25/8, onde apenas oito carros sem vínculo com a IRL poderiam participar das 500 Milhas de Indianápolis. A CART, como resposta, decide organizar uma prova rival a de Indianapolis, a US 500, em Michigan. A iniciativa se torna um fracasso comercial tanto em venda de ingressos como na questão de retorno publicitário.

Os trágicos acidentes de Greg Moore e Gonzalo Rodriguez  em 1999 chocam a América e  provocam  sérias críticas  à falta de segurança da CART, cada vez mais distante de suas origens e se espelhando diretamente na F1 (elevados custos, circuitos mistos, em vários países).
Pouco a pouco, as equipes da CART começaram a migrar para a IRL, principalmente após um fato envolvendo o brasileiro Helio Castroneves: Ao vencer a Indy 500 de 2001, a Penske não pôde ostentar o nome de seu principal patrocinador (Marlboro), apenas manteve o conhecido padrão de pintura em seus carros. Isso ocorreu porque a regulamentação americana de publicidade não permite o mesmo patrocinador para duas categorias distintas. Segundo comentários, esta vitória de Castroneves teria selado (involuntariamente, é claro) o destino da CART, pois os patrocinadores decidiram investir pesado na IRL.

O ano de 2001 marca ainda a primeira participação de um nativo americano, Cory Witherill, membro da nação Navajo em uma edição da Indy 500. Largou na antepenúltima posição e chegou em décimo-nono.

O inevitável acontece: em 2003, a CART declara sua falência. A IRL propõe a compra de seus bens, mas a justiça americana negou a proposta, abrindo caminho para a criação da sucessora da CART: a OWRS (Open Wheel Racing Series), posteriormente CCWS (Champ Car World Series) ou simplesmente Champ Car - apelido antigo dos carros de rodas expostas nos EUA. Aqui no Brasil, a categoria recebeu o nome esdrúxulo de Fórmula Mundial. Há um famoso vídeo no YouTube onde Adrian Fernandes pergunta a Téo José: "Cabrón, porque vocês a chamam assim ?..."

Outro importante fato, mas que à epoca, não despertou a devida atenção da mídia nacional:
Emerson Fittipaldi fundou em 2003 a primeira equipe brasileira na ´Fórmula Indy´. Mas com algumas ressalvas... A sede da equipe ficava em Indianapolis, e seu único piloto, o português Tiago Monteiro.
A Fittipaldi-Dingman Racing tinha como co-proprietário James Dingman e durou apenas uma temporada devido às turbulências financeiras da categoria, a Camp Car. Seu melhor resultado em corrida foi um sexto lugar no GP do México, onde obteve o 2o. melhor tempo geral de largada, tendo sido pole nas tomadas de  sábado. Pontuou entre os Top-10 cinco vezes e terminou a temporada em 15.o lugar no campeonato.
Nada mal para dois estreantes, a equipe e o piloto...

Em 2007, devido aos baixos investimentos dos patrocinadores, a Champ Car dá sinais claros de um fim próximo. No ano seguinte, declara falência, sendo unificada com a  IRL. Uma das equipes mais fiéis à CART/Champ Car, a Newman-Haas, relutou em ingressar na IRL, seguindo os ideais de seu fundador, Paul Newman. Por uma sublime ironia do destino, a equipe foi a vencedora do primeiro GP após a fusão das duas categorias, em Saint Petersburg.Os nomes que marcam esta época são:  Sam Hornish, Scott Dixon, Tony Kanaan, Helio Castroneves e a primeira mulher a liderar a Indy 500 (em 2005), Danica Patrick. Ela também se sagrou como primeira vencedora de um GP numa categoria top do automobilismo (Motegi, 2008)

Cory Witherill, primeiro nativo americano na Indy 500 (2001)

Senna testando a Penske no Arizona
A equipe Fittipaldi-Dingman nas pistas da Champ Car

Indy 500 de 1996: Nomes poucos conhecidos...
Christian Fittipaldi, Adrian Fernandez e Max Papis: Comoção por Greg Moore
Indy 500, 2007. Dividida pela última vez.

A História da 'Fórmula Indy' - Terceira Parte

O Apogeu - A Era CART (1979-2003)
A CART (Championship Auto Racing Teams) tinha sólidos principios democráticos: Seu corpo diretor era eleito pelos próprios donos de equipe, a organização dos eventos era distribuida de forma racional entre eles, bem como a pluralidade de escolha de motores, chassis e componentes.
Obviamente, a USAC tentou inúmeras formas de evitar a criação da categoria, desde ações judiciais até pedir a anulação dela junto à representação da FIA nos EUA, a ACCUS. Em vão. Em 1979, dois campeonatos nacionais distintos ocorreram na América, mas ao final deste, a USAC desiste da briga e passa a gerir apenas a Indy 500 por alguns anos, devido a questões jurídicas.
Um detalhe importante: como a AAA, a USAC também existe até hoje, e, entre outras coisas,organiza  um  peculiar campeonato de gaiolas, que nada mais são do que a continuidade das famosas Silver Crowns (Campeonatos de Pista  de Terra), típicos dos tempos dos roadsters.
Veja mais detalhes em http://www.usacracing.com/ As Golden Crowns, termo para definir os campeonatos em ovais asfaltados, caiu em desuso já no final dos anos ´70.
Na primeira metade da década de ´80, a CART manteve sua essência de uma categoria americana, pois poucos pilotos estrangeiros tentaram fazer a América. O ingresso tímido de Emerson Fittipaldi, em 1984, despertou um interesse semelhante ao ocorrido nos anos ´60 (a invasão britânica), mas agora tratava-se de uma invasão mundial, com pilotos de vários países. Nomes como Al Unser Jr, Rick Mears, Bobby Rahal, Nigel Mansell, André Ribeiro, Alex Zanardi, Paul Tracy, marcam a história da CART.

Apesar da mídia mundial propalar aos quatro ventos o ingresso de Lewis Hamilton na F1 em 2007, o primeiro afro-descendente numa categoria top fez sua estréia na CART, em 1990. Willy T. Ribbs. construiu sua carreira na Europa (F-Ford Dunlop Series, onde foi campeão em 1975), mas optou em correr nos EUA mesmo após testar a Brabham F-1 no início dos anos ´80. Em 1991, escreveu definitivamente seu nome na história do esporte automotor ao se qualificar na Indy 500.

Nos anos ´90, a CART chega ao auge, rivaliza com a F1 como categoria top no automobilismo, expandindo suas fronteiras para a América Latina (México e Brasil), Austrália, Japão, Canadá e Europa (Inglaterra, Bélgica e Alemanha). Como consequência direta e indesejável, os custos da categoria em termos de orçamento estavam muito próximos aos da F1 (onde as equipes encontram o respaldo financeiro quase inesgotável das montadoras). Na verdade, a CART estava se espelhando demais na F1, enfatizando os circuitos mistos e minimizando a importância dos ovais, principalmente a Indy 500. Um paradoxo perigoso, pois o próprio público americano (e muitos patrocinadores também...) estavam fartos de verem tantos estrangeiros invadirem (e ganharem) na categoria, onde predominavam os circuitos mistos e de rua.
Em 1996, seguindo o exemplo de seu avô Tony Hulman, um certo Tony George, herdeiro do Indianapolis Motor Speedway, rompe com a CART e cria sua própria categoria, a IRL.

The fab four: Rick Mears, A.J. Foyt, Al Unser e Johnny Rutherford
Willy T. Ribbs, um pioneiro.
Rick Mears e sua Penske-Pennzoil. Marcando época.
Bobby Rahal, mais uma lenda.

A História da 'Fórmula Indy' - Segunda Parte

Os Anos Heróicos - A Era USAC (1956-1979)
A USAC (United States Auto Club), nova organizadora da categoria, foi idealizada por Tony Hulman, em função do amadorismo que sua antecessora (AAA) geria as competições (e pelas tragédias ocorridas em 1955, já citadas).Os historiadores do esporte automotor americano afirmam que a Indy, como campeonato de fato, nasce neste ano. Hulman priorizou questões de segurança, mas seu foco principal eram a imagem e o marketing sobre a Indy 500. Soube explorar como ninguém a televisão (que iniciava nas transimissões de corridas ao vivo), o uso de propagandas e o 'culto' às 500 Milhas, em diversas mídias.
Um período de muito arrojo, idéias revolucionárias e muitos acidentes. Muitos sobrenomes se tornaram mitos, como Foyt, Andretti, Unser, Rutherford...
O conceito dos carros era baseado nos Roadsters de enormes motores dianteiros, robustos e vigorosos Offenhauser (os famosos Offy, apelido carinhoso criado pelos pilotos).
Ironicamente após a FIA retirar a Indy 500 do calendário da F1, muitos pilotos europeus - principalmente britânicos - começaram a participar intensamente. Os carros da equipe de Colin Chapman, a renomada Lotus, além de muito sucesso, fez os motores dos carros americanos passarem para a parte de trás, seguindo a tendência mundial para monopostos. Sem contar o uso de turbinas de helicóptero, utilizadas pelos incríveis Lotus 56, os famosos Lotus Turbina, aerodinâmicos, rápidos e lindos.
Um nome a ser lembrado: Andy Granatelli. Dono de uma marca de lubrificantes muito associada à competições de automóveis, a STP (Scientifically Treated Petroleum). Criou sua própria equipe, onde três de seus carros e pilotos marcaram época: Parnelli Jones com seu bólido de desenho nada convencional, movido a turbina em 1967 (que perdeu a Indy 500 nas quatro ultimas voltas devido um problema mecânico);Mario Andretti, que venceu em 1969 sua única Indy (e foi campeão nacional neste ano, a bordo de um Brawner-Hawk) e Gordon Johncock, vencedor da tumultuada Indy 500  de 1973. Um dos mais belos carros de competição de todos os tempos, o STP Plymouth-Gerhardt Super Wedge, de linhas arrojadas e aerodinâmica inspiradora aos carros atuais, só não foi um grande vencedor no ano de 1969 devido a problemas de falta de potência em seu propulsor - para o desânimo de Granatelli.

Seis anos depois da proibição do acesso de mulheres às áreas de garagens, uma mulher alinha seu carro entre outros 32 nas 500 Milhas de 1977. Seu nome, Janet Guthrie. Chega em nono lugar, para marcar de vez a presença feminina na Indy. Depois dela, viriam Lyn St. James, Sarah Fisher, Danica Patrick...

A USAC geriu os campeonatos sem maiores turbulências até o final da década de ´70, quando a morte de Tony Hulman em 1977 deixou uma insubstituível lacuna. Para complicar ainda mais,  o desaparecimento de vários membros do alto escalão da USAC, num acidente aéreo meses mais tarde,  precipitou o fim. da  entidade na administração do campeonato.  Na verdade, os pilotos e donos de equipe clamavam por mudanças na categoria já a algum tempo, sem serem atendidos. As principais reinvidicações eram o 'subsídio' na compra dos Ford-Cosworth DFV, mais modernos e potentes do que o ultrapassado Offenhauser, e principalmente, maiores participações nas cotas de direitos de transmissão, que estavam praticamente estagnados desde quando a TV era uma coisa nova no mundo das corridas.
Declarando-se descontentes com os incertos rumos que a USAC sem Tony Hulman pareciam seguir, os donos de equipes fundaram em 1978 a CART, com base no White Paper de Dan Gurney, o livrinho branco que traçava os principais fundamentos da nova categoria.
O roadster de A.J. Foyt
Tony Hulman e Tony George (aprendendo tudo com o vovô)
Andy Granatelli e seu STP-Turbine de 1967
STP-Plymouth Gerhardt Super Wedge. The Beautiful One.
Janet Guthrie, a pioneira